ANEAM - Associação Nacional dos Engenheiros Ambientais

24-03-2014

SEMANA DA ÁGUA - ÁGUA E ENERGIA Destaque

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A ANEAM inicia sua série de matérias da Semana da Água com o tema Água e Energia. O cenário é positivo: o potencial hidrelétrico brasileiro é de 260 gigawatts (GW); é o quarto do mundo, atrás da China, da Rússia e dos Estados Unidos.

 

O mundo consumiu, em 2011, cerca de 13 bilhões de tep (toneladas equivalentes de petróleo), representando 48 vezes a demanda brasileira de energia. Deste montante, 81% são oriundos de combustíveis fósseis, responsáveis por emissões de CO2 da ordem de 31 bilhões de toneladas, 65% das emissões globais mundiais. 

 

Do total de energia produzido 37%, ou 4,8 bilhões de tep, foi destinada à geração de energia elétrica, resultando em 22 mil terawatts/hora (TWh) gerados.

 

De fato, a energia elétrica é a fonte mais nobre e mais versátil, estando presente em todos os usos energéticos finais dos consumidores. É, certamente, a que mais contribui para o desenvolvimento e o bem-estar da sociedade.

 

De acordo com a Agência Internacional de Energia (AIE), cerca de 1,3 bilhão de pessoas, 18% da população mundial, ainda não têm acesso à eletricidade. Isto indica que esta fonte energética deverá ter uma expansão acentuada nas próximas décadas.

 

No Brasil, o consumo de eletricidade cresceu a uma taxa média de 5,8% ao ano, de 1973 a 2011, enquanto a demanda total energética foi de 3,2%, e o PIB, de 3,4%, valores bem superiores aos verificados no mundo. O consumo residencial, no Brasil, evoluiu, em média, 6,3%, enquanto o industrial, 4,0%, evidenciando um maior uso social da energia.

 

A energia elétrica, o Brasil apresenta, neste início da década 2010/2020, uma matriz de oferta com alta presença de fontes renováveis, acima de 85%, o que contrasta com a média mundial, de apenas 19%. 

 

A maior parcela da energia elétrica gerada no Brasil tem procedência de empreendimentos hidrelétricos, que respondem por cerca de 70% da capacidade instalada do País. 

 

De acordo com a Agência Nacional de Águas (ANA), o País possui cerca de 1.064 empreendimentos hidrelétricos, sendo 407 deles são Centrais de Geração Hidrelétricas (CGH), 452 Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCH) e 205 Usinas Hidrelétricas (UHE). Em 2012 houve um acréscimo de 3,972 MW na capacidade total do sistema de produção de energia elétrica instalada no Brasil, sendo 1.843 MW referentes à geração hidroelétrica, incluindo as UHE, PCH e CGH. 

 

O potencial hidrelétrico brasileiro é de 260 gigawatts (GW); é o quarto do mundo, atrás da China, da Rússia e dos Estados Unidos.

 

No contexto atual, é a fonte mais econômica, com custos da energia produzida, considerados pelo planejamento, na faixa de R$ 80,00/ megawatt-hora (MWh), em grandes usinas na região Norte, a R$ 120,00/MWh.

 

Embora exista muitas vantagens no uso de energia hidrelétrica, os críticos das hidrelétricas recomendam maneiras mais apropriadas e menos destrutivas de gerar energia, pois o potencial remanescente de energia está localizado na região Norte que apresenta pouca declividade, com rios que se caracterizam como de planície, implicando áreas inundadas excessivas, com profundidades médias reduzidas. 

 

A construção de barragens no Brasil já provocou enormes impactos sociais e ambientais. O Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) estima que um milhão de brasileiros já sofreram impactos da construção de barragens, e que 70% dessas populações nem sequer receberam indenização para as suas perdas.

 

Água e energia estão intimamente interligadas. A energia que a água fornece fica evidente se olharmos ainda por outro ponto, como colocou Antônio Donato Nobre, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Nos poucos meses em que a hidrelétrica de Belo Monte funcionar a plena carga, se operar 24 horas por dia, passará por suas 18 turbinas principais 1,2 bilhão de metros cúbicos de água. No mesmo dia, a floresta amazônica evaporará “pela simples transpiração de suas plantas” um volume 20 vezes maior.

 

A comparação em termos de energia envolvida é mais humilhante. A água enviada pela mata para os céus emprega pelo menos 60 mil vezes mais energia que a colhida pelos rotores da usina, que precisaria de 165 anos a toda força para empatar com que move a máquina de chuva amazônica num único dia.

 

 

DIRETORIA DE COMUNICAÇÃO - ANEAM

 

 

 

Última modificação em Segunda, 24 Março 2014 23:38

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