ANEAM - Associação Nacional dos Engenheiros Ambientais

30-05-2016

GERENTE DA ANEAM FALA SOBRE SAÚDE PÚBLICA PARA O BLOG DA ENGENHARIA Destaque

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Está bem claro com os recentes acontecimentos epidemiológicos, que a falta de saneamento ambiental é a matriz de todos esses problemas.

 

 

O Saneamento Ambiental é instituído por lei (11.445/07) e dispõe de cinco grandes áreas que o constituem: abastecimento de água, esgotamento sanitário, drenagem urbana de águas pluviais, gestão de resíduos sólidos (lixo) e, principalmente, CONTROLE DE VETORES BIOLÓGICOS de veiculação hídrica.

 

Este último ponto traduz nas entrelinhas de seu significado o seguinte: se a água estando em seu estado de pureza ou degrada, estiver no lugar errado, parada, sem a devida destinação, teremos problemas. Entramos aqui no bom, velho e verdadeiro chavão: “médico cuida de doença, quem cuida de saúde é engenheiro”!

 

O País enfrenta já há alguns anos epidemias de cunho estritamente sanitarista, digo, por pessoas de todas as idades estarem em ambientes com condições impróprias do ponto de vista de uma água tratada com qualidade, de um sistema de esgotamento sanitário que tenha destinação correta e haja tratamento do esgoto domiciliar gerado, das obras de drenagem que em muito dizem respeito as inundações e as pocilgas que, por conseguinte, geram um foco potencial de Aedes Aegypti (mosquito transmissor da dengue, febre amarela, chikungunya e zika virus).

 

Também podemos e devemos citar a disposição incorretas de resíduos sólidos formando os pequenos, médios e grandes lixões à céu aberto (termo conhecido tecnicamente como vazadouro). Dentre tudo isso, podemos, como engenheiros (ambientais e sanitaristas) futuros/presentes contribuir de forma providencial, num estilo digamos que esteja aquém do usado no Brasil.

 

Aqui, esperamos o problema gerar a doença, pra depois de tentar diagnosticá-la e contê-la, o que em todos os aspectos demanda muito mais recursos. Planejar, de forma a prevenir é isso. E então, por quê não pensar que é muito rentável corrigir na fonte, na raiz?

 

Porque está claro que o grande problema não é o Zika Vírus (ou outros), mas o que os gera que é a falta do cumprimento das políticas públicas com execuções dos projetos de Saneamento Básico/Ambiental (11.445/07) e as demais, como a PNRS (12.305/10) – Política Nacional de Resíduos Sólidos, que define e estabelece critérios para o fim dos lixões, por meio de decisões consorciadas.

 

Falado isso, é esperado que tenhamos uma compreensão mais ampla do assunto. Obras enterradas tem muito mais importância do que se pensa e, talvez, aquele lixo que se acumula do lado da sua cidade gere mais problemas num futuro bem presente do que o esperado!

 

Pense nisso!

 

Por Joebson Lima, estudante de Engenharia Ambiental e gerente da ANEAM.

 

Fonte: Blog da Engenharia

 

 

 

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